
O Senado vai analisar projeto de lei complementar que prevê o uso das Forças Armadas no combate a organizações criminosas ligadas a tráfico de drogas, terrorismo, facções e milícias, em cidades e rodovias. De acordo com o texto, Exército, Marinha e Aeronáutica poderiam atuar em situações graves de enfrentamento ao crime como forma de apoio às medidas de segurança já usadas, mesmo sem decretação da garantia da lei e da ordem (GLO), como ocorre atualmente,
O PLP 229/2025 , do senador Eduardo Girão (Novo-CE), prevê que governadores poderão solicitar apoio das Forças Armadas em situações críticas, mantendo a coordenação e o comando sob o Ministério da Defesa. Os Poderes Legislativo e Judiciário, por intermédio dos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal, também poderiam fazer essa solicitação.
Segundo o autor, o emprego das Forças Armadas em situações excepcionais e mediante a decretação formal da GLO pelo presidente da República representa uma lacuna na legislação atual. Para ele, a medida pode fortalecer o pacto federativo e viabilizar “resposta rápida e coordenada a ameaças que comprometem a segurança dos indivíduos, a soberania e a integridade da população”.
O projeto altera a Lei Complementar 97, de 1999 , que regulamenta o artigo da Constituição que trata das Forças Armadas.
“O projeto preserva as competências das polícias civis e militares, mas reconhece que, em determinadas circunstâncias, excepcionais, o uso de blindados, equipamentos e efetivos militares pode ser essencial para restabelecer a ordem pública e garantir a segurança das comunidades”, argumenta Girão na justificação da proposta.
O projeto aguarda distribuição para as comissões.

Senado Federal Confúcio Moura defende investimento em educação para reduzir violência
Senado Federal Girão afirma que manifestações pediram impeachment de ministros do STF
Senado Federal Seif elogia ações de EUA e Israel contra o Irã Mín. 20° Máx. 28°