
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) denunciou nesta terça-feira (14) um possível esquema de aumentos abusivos no preço do gás de cozinha em diversos municípios de Mato Grosso. As denúncias foram formalizadas junto ao Ministério Público Estadual (MPE), à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ao Procon de Mato Grosso e também registradas por meio de protocolo oficial, ampliando a pressão por uma apuração rigorosa das irregularidades. No encaminhamento ao Procon, o parlamentar solicitou atuação imediata do órgão para fiscalizar os reajustes praticados e proteger o orçamento das famílias. O documento relata que as denúncias partiram de diversos municípios e aponta indícios de aumentos injustificados no preço do GLP, reforçando a necessidade de verificação da legalidade das cobranças.
De acordo com os demais documentos enviados, os aumentos teriam ocorrido de forma repentina e coordenada nas últimas semanas, sem justificativa técnica plausível. O material aponta ainda que medidas adotadas pelo governo federal já haviam eliminado fatores que poderiam pressionar os preços, o que levanta suspeitas de manipulação artificial do mercado.
Barranco foi enfático ao cobrar providências das autoridades. “Não vamos aceitar que o povo de Mato Grosso seja explorado por práticas abusivas. O gás de cozinha é um item essencial, não é luxo. Há fortes indícios de manipulação de preços e isso precisa ser investigado com rigor”, afirmou.
Em tom ainda mais duro, o deputado destacou a gravidade das possíveis irregularidades. “Se ficar comprovado que há cartel ou qualquer tipo de combinação artificial de preços, os responsáveis precisam ser punidos exemplarmente. Não podemos tolerar que interesses econômicos passem por cima da dignidade das famílias”, declarou.
Além das representações, o parlamentar também formalizou pedido direto à ANP para intensificação da fiscalização e monitoramento dos preços em Mato Grosso. Os relatos reunidos indicam possíveis práticas como retenção de estoque e repasse indevido de custos ao consumidor final, elevando o valor do botijão a níveis incompatíveis com a realidade do mercado nacional.
O caso ocorre em meio às ações do governo do presidente Lula para ampliar o acesso ao gás de cozinha por meio do programa Gás do Povo, que busca garantir o produto a preços mais acessíveis para as famílias de baixa renda. Paralelamente, o governo federal tem intensificado a fiscalização e adotado medidas para coibir abusos e assegurar que reduções de custos sejam repassadas ao consumidor.
Barranco ressaltou a contradição entre os esforços do governo federal e a prática denunciada no estado. “Enquanto o governo trabalha para baratear o gás e garantir dignidade ao povo, tem gente tentando lucrar em cima da necessidade básica das famílias. Isso é inaceitável e será enfrentado com firmeza”, afirmou.
Os órgãos responsáveis devem agora analisar as denúncias e os protocolos apresentados. Caso sejam confirmadas irregularidades, distribuidoras e revendedoras poderão ser responsabilizadas por crimes contra a economia popular, além de sofrer sanções administrativas e judiciais.
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