
Nomeado diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) há pouco menos de um mês, Silvinei Vasques foi condenado pela Justiça Federal de Santa Catarina, em 2017, a ressarcir a União em cerca de R$ 50 mil após a agressão a um frentista em 2000.
O servidor, desde então, recorre da decisão para evitar a devolução dos recursos aos cofres públicos, de onde saiu o dinheiro, em 2013, para arcar com a indenização ao profissional do posto de gasolina.
O caso aconteceu há 21 anos. O histórico do documento publicado na justiça catarinense explica que Silvinei e outros policiais rodoviários pararam cinco viaturas em um posto de gasolina, no município de Cristalina (GO), a 280 km de Goiânia. O hoje diretor da Polícia Rodoviária Federal agrediu o frentista que se recusou a limpar os carros.
“Após abastecê-las um dos patrulheiros quis obrigar o requerente a deixar o seu serviço para lavar as viaturas, norma proibida pela direção do posto. Diante da recusa do requerente, um dos policiais passou a espancá-lo, com a ajuda de um segundo policial, desferindo vários socos em seu abdômen e em suas costas”, diz trecho da decisão.
Após a condenação, Silvinei entrou com uma apelação no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em 2019, e aguarda definição do caso. É possível, inclusive, que com o período de retroatividade da decisão, a decisão ultrapasse o valor antes previsto em esfera estadual de R$ 50 mil.
Questionada pela reportagem, a Polícia Rodoviária Federal ainda não se posicionou sobre o caso envolvendo o diretor-geral. Assim que houver uma resposta, o conteúdo será acrescentado à matéria imediatamente.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, nomeou em 6 de abril Silvinei para diretor da Polícia Rodoviária Federal. Silvinei, hoje com 46 anos, entrou na corporação em 1996. Antes de assumir o cargo de diretor-geral, ele trabalhava no Rio de Janeiro.
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