
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (7), pela revista Exame e o instituto Idea, mostra que metade dos brasileiros reprova tanto a gestão atual do governo federal como o trabalho de Jair Bolsonaro à frente do Palácio do Planalto.
Em relação à administração Bolsonaro, 50% a consideram ruim ou péssima, 23,8% a julgam regular e outros 24% dizem acreditar ser ótima ou boa. Outros 2% dos respondentes não souberam ou se recusaram a responder. O levantamento mostra que seis em cada dez (64%) dos que têm ensino superior avaliam o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo.
O estudo também perguntou aos entrevistados qual a avaliação do presidente Bolsonaro como principal gestor do país. Mais da metade (52%) desaprovam a postura do ex-militar, enquanto 24% estão satisfeitos com Bolsonaro. Outros 22% ficaram em cima do muro, ao não aprovar ou desaprovar, e 2% não souberam.
A pesquisa ouviu 1.230 pessoas com mais de 16 anos de idade em todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança chega a 95%.
“A gente vê claramente que há uma estabilidade na aprovação presidencial. Ótimo e bom estão completamente na margem de erro e ruim e péssimo, também. Vale destacar a força do presidente no Centro-Oeste e a recuperação da aprovação no Norte. Isso se deve ao primeiro mês inteiro da volta do auxílio emergencial. Também vale destacar como o presidente tem performado mal nos grupos de ensino superior e de renda mais alta. É o efeito do ritmo lento de vacinação”, diz Maurício Moura, fundador do instituto.
A pesquisa também quis saber dos entrevistados sobre a CPI da Covid: 67% disseram que tinham conhecimento que a investigação estava em andamento, enquanto 33% ignoravam a criação da comissão no Senado.
Questionados sobre a comissão, 59% disseram aprovar uma CPI para a gestão dos governos na pandemia, enquanto 34% não aprovam ou desaprova e 7% reprovam a iniciativa.
Os respondentes também opinaram sobre eventuais mudanças que a CPI trará para os gestores públicos brasileiros na hora de investir o dinheiro do cidadão. Para 45%, a comissão vai “mudar a abordagem do governo federal em relação à pandemia”, enquanto, para 30% não vai mudar. Outros 25% não souberam opinar.
Sobre o futuro da CPI do Senado, quatro em cada dez (41%) disseram que queriam que a comissão “aumentasse o ritmo de vacinação no país”. Outros 32% miram apontar “os culpados por falta de vacina e falta de equipamento” durante a pandemia. Além disso, 15% querem aumento no “auxílio emergencial para a população” e 9% não souberam. Demais assuntos foram apontados por 3%.
A pesquisa quis saber os nomes mais importantes já ouvidos ou que ainda precisam prestar depoimento na CPI.
Mais da metade (51%) indicaram o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que já falou aos senadores; 49% apontaram os governadores; 43% querem ouvir o ex-ministro Eduardo Pazuello; 32% aguardam a fala do presidente da Anvisa; e 24% miraram no ex-ministro Nelson Teich, que também já depôs.
Entre os principais governadores a serem ouvidos na CPI, os respondentes apontaram o de São Paulo, João Doria, com 29% das opiniões; o do Amazonas, Wilson Lima, com 18% da preferência; o da Bahia, Rui Costa, com 7%; e Claudio Castro, do Rio de Janeiro, com 6%. Completam a lista Camilo Santana (Ceará) e Ibaneis Rocha (Distrito Federal), cada um com 4% dos apontamentos.
A maior parte dos entrevistados disse que mudou hábitos de distanciamento social e uso de máscaras diante do agravamento da pandemia, com mais de 400 mil mortes por covid – 77% dos que alteraram alguma prática contra 23% que nada fizeram.
Entre as principais mudanças, estão deixar de encontrar amigos e parentes (38%), frequentar comércios e shoppings (35%), ir a restaurantes (14%), trabalhar (9%) e outras práticas (4%).
Quanto ao emprego, dois em cada três (67%) informaram que o trabalho foi impactado pela pandemia – contra 33% que nada notaram. Praticamente o mesmo percentual (68%) falaram que a renda foi afetada, contra 32% que não sofreram mudanças no salário.
O recebimento do auxílio emergencial, do governo federal, ficou bem dividido entre os entrevistados: 52% não receberam e 48% ganharam o benefício. Quanto à nova rodada do benefício, iniciada em abril de 2021, dois em cada três disseram que voltaram a ganhar a grana (68%).
Entre as principais aplicações do dinheiro do auxílio, estão a compra de comida (71%), pagamento de dívidas atrasadas (26%), gastos com transporte (2%) e outros casos (1%). Para quatro em cada dez entrevistados, o auxílio termina em dezembro. Outros 18% apontam julho de 2021 como término do benefício e 11% miram 2022 para o fim do pagamento – 30% não souberam.
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