
O presidente Jair Bolsonaro disse que deve confirmar hoje (12) a indicação do advogado-geral da União, André Mendonça, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro falou com a imprensa após uma reunião com o presidente da Corte, ministro Luiz Fux. "Hoje, devemos apresentar à noite o nome do André Mendonça, disse o presidente.
Para tomar posse, Mendonça ainda precisará ter o nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e pelo plenário da Casa. O ministro deverá ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio, que se aposentou compulsoriamente nesta segunda feira ao completar 75 anos.
A indicação de Mendonça é a segunda feita por Bolsonaro para uma vaga no Supremo. No ano passado, o presidente indicou o ministro Nunes Marques para a cadeira de Celso de Mello, que também se aposentou.
André Mendonça tem 47 anos e nasceu em Santos (SP). É advogado da União desde 2000 e tem os títulos de doutor e mestre em direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
Durante a entrevista, o presidente também voltou a defender a adoção do voto impresso e disse que vai pedir mais prazo para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apresentar provas de suspeitas de fraudes em eleições anteriores.
“Nós devemos mostrar para o mundo que o Brasil é um país sério, tem eleições limpas, auditáveis, onde quem ganhar no voto vai assumir sem percalços, sem problemas”, afirmou.
Bolsonaro falou ainda sobre a denúncias no processo de compra da vacina indiana Covaxin, do laboratório Bharat Biotech, e questionou a acusação de prevaricação.
“O que eu entendo é que a prevaricação se aplica a servidor público, não se aplicaria a mim, mas, qualquer denúncia de corrupção, eu tomo providência, até o do Luis Miranda, mesmo conhecendo toda a vida pregressa dele. Eu conversei com o Pazuello [ex-ministro da Saúde]", disse.
Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda afirmou ter sofrido pressão incomum de seus superiores para finalizar a tramitação da compra da Covaxin, além de ter conhecimento de supostas irregularidades no processo.
O servidor é irmão do deputado Luis Miranda (DEM-DF), a quem disse ter relatado o caso. À CPI, o parlamentar disse ter levado o relato do irmão até o presidente Jair Bolsonaro, em março, mas que nenhuma providência teria sido tomada.
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