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Ministra pede a líderes religiosos que evitem aglomerações nas próximas semanas

Iniciativas digitais podem ser utilizadas para manter a congregação das igrejas

20/03/2020 04h38
Por: Redação
Fonte: Ministério da Saúde
Celebrações transmitidas pela internet são alternativa em tempos de coronavírus Foto: ACC/IBC
Celebrações transmitidas pela internet são alternativa em tempos de coronavírus Foto: ACC/IBC

A emergência de saúde pública de importância internacional em decorrência do coronavírus tem exigido de toda a sociedade medidas de contenção para mitigar os impactos da doença. Nesse sentido, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, reuniu-se com líderes de 17 denominações evangélicas e católicas no início dessa semana para pedir apoio na divulgação das informações sobre a prevenção ao coronavírus, além de conclamar as igrejas a evitarem grandes aglomerações neste período de crise.

Damares pediu a suspensão imediata de todos os eventos que envolvam o público de fiéis, como festas, shows, acampamentos e congressos. Recomendou a realização de cultos e missas por meio de transmissão via internet. E ainda orientou evitar o contato social durante os encontros presenciais. “É preciso também estar atento à própria higienização dos locais de culto, como as cadeiras e demais pontos de contato, por exemplo. E, de preferência, que estes encontros ocorram em local aberto, respeitando-se a distância entre as pessoas. Idosos e crianças devem ficar em casa”, afirmou.

Para a ministra, os líderes religiosos terão o importante papel de conduzir a sociedade e poderão oferece o conforto necessário para o momento de crise. Ela destacou que é importante também a suspensão das visitas aos abrigos de crianças e idosos administrados por entidades religiosas.

Atenta às recomendações do Ministério da Saúde, a Igreja Batista Capital (IBC) suspendeu todas as atividades presenciais nos três campi que mantém em Brasília. Usando ferramentas digitais, como aplicativos de mensagens, videoconferências, aulas a distância, e a transmissão das celebrações dominicais, as atividades devocionais e congregacionais continuam. "Diante desse novo quadro e da sensação de vulnerabilidade da população, tomamos a decisão de cancelar todos os eventos presenciais por duas semanas. Depois desse período, reavaliaremos. Para suprir o distanciamento físico, estamos propondo experiências online, bem como materiais digitalizados e reuniões por transmissão de vídeo. Mesmo afastados fisicamente por um período, continuamos a ser igreja da mesma forma", declarou o líder da IBC, Pr Gilberto Wegermann.

Recomendações do Ministério da Saúde
Medidas do dia a dia, como lavar as mãos e evitar aglomerações, reduzem o contágio da doença. Sem a adoção das recomendações, número de casos do coronavírus podem dobrar a cada três dias.

Os vírus respiratórios se espalham pelo contato, por isso a importância da prática da higiene frequente, a desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares, brinquedos, maçanetas, corrimão, são indispensáveis para a proteção contra o vírus. Até mesmo a forma de cumprimentar o outro deve mudar, evitando abraços, apertos de mãos e beijos no rosto. Essas são as maneiras mais importantes pelas quais as pessoas podem proteger a si e sua família de doenças respiratórias, incluindo o coronavírus.

Para áreas com transmissão comunitária/sustentada é recomendada a redução de deslocamentos para o trabalho. O Ministério da Saúde incentiva que reuniões sejam realizadas virtualmente, que viagens não essenciais (avaliadas pela empresa) sejam adiadas/canceladas e que, quando possível, realizar o trabalho de casa (home office). Adotar horários alternativos para evitar períodos de pico também é uma das medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde aos estados.

Para as instituições de ensino, é recomendado o planejamento de antecipação de férias, procurando reduzir prejuízos no calendário escolar, inclusive com a possibilidade de utilizar o ensino à distância. Poderá ser declarada quarentena quando o país atingir 80% da ocupação dos leitos de UTI, disponíveis para o atendimento à doença. A ocupação é definida pelo gestor local. As medidas também se estendem às pessoas para a diminuição da propagação do coronavírus. Cada um é responsável por ações para se manter saudável e impedir a transmissão da doença

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