
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), condenou hoje (30) o "uso midíatico" da Casa, depois de o deputado Daniel Silveira (União Brasil-RJ) ter passado a noite em seu gabinete, a fim evitar o uso de tornozeleira eletrônica, determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“Condeno o uso midia?tico das depende?ncias da Ca?mara, mas sou guardia?o da sua inviolabilidade. Na?o vamos cair na armadilha de tensionar o debate para dar palanque aos que buscam holofote”, disse Lira, em nota. Ele afirmou ainda que a “casa do povo é sagrada” e que tambe?m tem uma dimensa?o simbo?lica na ordem democra?tica.
Ontem (29), Moraes voltou a determinar que o deputado use o monitoramento eletrônico, após a Polícia Federal e a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (SEAP) não terem conseguido cumprir a medida.
Na decisão, o ministro proibiu Daniel Silveira de deixar o Rio de Janeiro, exceto para questões relacionadas ao exercício do mandato na Câmara, em Brasília.
Moraes atendeu a um pedido feito pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, que argumentou que o deputado vem agindo contra a democracia por se pronunciar com ataques ao STF e seus membros em eventos com ampla divulgação nas redes sociais.
O presidente do STF também determinou que, se for preciso, a reinstalação da tornozeleira poderá ser feita "nas dependências dos Deputados, em Brasília, devendo esta Corte ser comunicada perfeitamente". A medida, segundo o magistrado, "não impede o exercício do mandato".
Em sessão da Câmara, ontem, Daniel Silveira criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes e disse que não iria cumpri-la. Na avaliação do deputado, cabe aos parlamentares decidir sobre a restrição de liberdade de seus pares, mesmo rito previsto em casos de prisão. Silveira argumentou ainda que não caberia ao Judiciário impor medidas cautelares a um parlamentar.
“Aqui, eu falo em tribuna: não será acatada a ordem do Alexandre de Moraes enquanto não for deliberada pela Casa. Quem decide isso são os deputados”, disse.
Para o presidente da Câmara, o ideal seria que o plenário do STF analisasse o caso do deputado “o mais rápido possível”.
“Seria deseja?vel que o plena?rio do STF examinasse os pedidos o mais ra?pido possi?vel, e que a Justic?a siga a partir dessa decisa?o final da nossa Corte Suprema”, disse Lira.
Silveira chegou a ser preso em flagrante em fevereiro de 2021, no âmbito de um inquérito que apura a realização de atos contra instituições democráticas, após ele ter divulgado vídeos com ameaças a ministros do Supremo. Posteriormente, ele se tornou réu no mesmo processo.
A prisão preventiva foi convertida em domiciliar, mas o deputado voltou ao cárcere em junho, por decisão de Moraes, após ter violado o monitoramento eletrônico ao menos 22 vezes.
A atuação de Silveira fez com que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovasse, em julho do ano passado, a suspensão , por seis meses, do mandato parlamentar. A medida, entretanto, não foi cumprida, pois ainda precisaria ser analisada pelo plenário da Câmara.
Lucas do Rio Verde Projetos que fortalecem o setor rural avançam na Câmara de Lucas do Rio Verde
Lucas do Rio Verde Comissão de Títulos e Honrarias aprova projeto que reconhece Associação Médica como entidade de utilidade pública em Lucas do Rio Verde
Política Alckmin defende apuração rigorosa no caso Master
Política Técnicos da Câmara Legislativa recomendam rejeitar projeto sobre BRB
Lucas do Rio Verde Câmara de Vereadores cobra Executivo sobre implantação de bolsões de estacionamento em duas avenidas de Lucas do Rio Verde
Lucas do Rio Verde Câmara de Lucas do Rio Verde cria comissão especial para analisar reestruturação de cargos da Educação Mín. 21° Máx. 26°