
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), promoveu sua primeira punição na noite da última terça-feira (10). Ele descontou parte da verba indenizatória (V.I) e do ponto do deputado Xuxu Dal Molin (PSC).
Na semana passada, Botelho havia afirmado que o corte seria feito caso os parlamentares não comparecessem ao “mutirão” de votações agendadas para o decorrer desta semana com o objetivo “de limpar a pauta” da Casa.
Cada parlamentar recebe uma Verba Indenizatória de R$ 65 mil, além do salário de R$ 25 mil.
“Não aconteceu nada de mais. Apenas que, quem faltou será descontado. A verba indenizatória também é para exercer o mandato. Se está faltando uma de suas funções, é permitido ao presidente fazer o corte. E isso será proporcional à sessão. Dá algo em torno de R$ 3 mil por sessão”, afirmou Botelho.
Ele admitiu, inclusive, não ter levado em consideração a justificativa apresentada por Xuxu para se ausentar da sessão na noite de ontem.
O parlamentar alegou que participava do 6º Encontro Pós-Colheita, em Sorriso, onde se discutia a BR-163. E também esteve em Lucas do Rio Verde, na inauguração de uma unidade do Senai.
“Foi falado na semana passada que não aceitaríamos justificativa, a não ser que o deputado estivesse doente. Até brinquei que também valeria certidão de óbito. Agora, essa justificativa de inauguração, isso não foi aceito”, acrescentou o presidente.
“Perseguição”
Xuxu Dal Molin, por sua vez, sugeriu ter sido usado como “isca” pelo presidente Eduardo Botelho.
“Minha justificativa foi lida e não foi aceita. Concordo com o corte, mas temos que ter regras. Não pode ser conforme o vento. Semana passada vários não estiveram aqui, não votou nada. Aí essa semana represou [as pautas] e estão usando o deputado Xuxu Dal Molin como uma isca”, disse.
Ao ser “lembrado” pela imprensa que Botelho já havia convocado os parlamentares para o “mutirão” de votação, Xuxu rebateu: “Mas eu tinha uma agenda já. Não posso viver do que eles querem pra hoje. Tenho minha programação. Temos 24 deputados. O que temos que ter aqui é quórum. Se faltou 1, 2, 3.. a Casa continua funcionando”.
“Tudo tem que ter justificativa, o que não pode ter aqui é maldade, sacanagem ou perseguição. Gosto muito do presidente, dos demais deputados. Acho que temos que ter integração e trabalhar”, concluiu.
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