
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) afirmou que a falta de um marco temporal para as terras indígenas cria um clima de “tensão e insegurança” ao redor do Brasil. Em pronunciamento nesta quarta-feira (27), o parlamentar destacou a situação do município Senador José Porfírio (PA), na região do Xingu. Segundo o parlamentar, o local tem quase 1 milhão de hectares para 600 índios, o que considera um “absurdo”.
Zequinha criticou a operação Eraha Tapiro, realizada em agosto pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e Força Nacional de Segurança Pública.
— De forma covarde e criminosa, os agentes do Estado estão sequestrando o gado daquela região, e já levaram mais de 2 mil cabeças de produtores que estão lá, ou naquela região, desde a década de 70, quando foram incentivados pelo governo federal a povoar a Amazônia como parte da política de integrar para não entregar.
O senador ainda condenou a atuação das organizações não governamentais (ONGs) na Amazônia e afirmou que “o compromisso desses grupos não é com o povo indígena”.
— Basta ver a situação de muitas tribos no Brasil: sem saúde, sem abastecimento, sem saneamento, sem dignidade, sem nada. Essas ONGs querem terras para impedir o desenvolvimento do Brasil. Esse é o alvo. Elas captam financiamento lá fora, trabalham para grupos lá fora para barrar o avanço do país, sob todos os aspectos — não é só do agro, não. Muitos outros projetos estão sendo tolhidos exatamente por isso.
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