
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (2), comemorou a filiação do ex-deputado federal Deltan Dallagnol ao Partido Novo, durante o 7º Encontro Nacional da legenda, ocorrido em São Paulo no último fim de semana. Girão ressaltou a importância da adesão de Deltan, mencionando a atuação dele na Operação Lava Jato.
— Esse reforço do Deltan Dallagnol tem uma simbologia muito grande [...] A vinda para o Partido Novo tem essa simbologia que ele representa no enfrentamento dessa chaga que deixa o Brasil de joelhos para o mundo, que é a corrupção e a impunidade [...]. Porque mostrou para o mundo o enfrentamento sem nenhum tipo de concessão à corrupção, à impunidade [...] Colocou poderosos atrás das grades, empresários, políticos muito corruptos — disse.
Girão também enfatizou que Deltan foi “vítima de perseguição política”, ao perder o mandato de deputado federal, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na cassação, em maio deste ano, o TSE apontou irregularidades observadas quando ocupava Deltan o cargo de procurador da República. O senador destacou os mais de 340 mil votos que o deputado cassado recebeu dos paranaenses e disse que, na curta atuação no Congresso Nacional, Deltan defendeu a liberdade de expressão e a fiscalização do governo federal.
— Ele foi cassado não apenas pelo que ele fez na Lava Jato, mas porque, desde que chegou neste Congresso, foi um parlamentar atuante para derrotar esse famigerado PL da censura [ PL 2.630/2020 ]. Ele fez um ministério espelho, que existe lá na Inglaterra e em outros países, para fiscalizar este governo perdulário que nós temos hoje no governo federal do Brasil. Ele incomodou tanto que o sistema cuspiu ele para fora. Este é o Brasil que a gente está vivendo — concluiu.
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