
O senador Sérgio Moro (União-PR) manifestou preocupação com o atual cenário econômico do Brasil. O pronunciamento foi feito no Plenário, nesta terça-feira (10). Moro também destacou os riscos associados à situação internacional gerados pela desaceleração da economia chinesa e pelas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
Para o senador, o Brasil passa por um momento de “deterioração progressiva do quadro fiscal”, cujos detalhes foram discutidos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O parlamentar citou o Instituto Fiscal Independente (IFI), segundo o qual o país precisaria alcançar um superávit primário de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para estabilizar a dívida pública. No entanto, de acordo com o senador, as projeções do atual governo não se aproximam desse objetivo.
— Há uma proposta de déficit zero fiscal para o próximo ano, mas nós sabemos que ela é irreal. Nós chegamos à conclusão, a partir dessa exposição, não só da deterioração das contas atuais, mas também de que não há a mínima chance de que o atual governo persiga essa meta de fazer um superávit primário de 1,3% — enfatizou.
Moro ressaltou a gravidade do impacto do crescimento da dívida pública para as futuras gerações, evidenciando que o país está gastando além de suas possibilidades. O senador enfatizou que a falta de estabilização da dívida pública tende a aumentar as taxas de juros, afetando negativamente o desenvolvimento econômico, que depende do investimento privado.
— É o setor privado que tem os recursos necessários para o crescimento econômico. E aqui nós não estamos falando apenas em um crescimento econômico para aumentar o PIB percentualmente ou para aumentar o enriquecimento de empresas ou empresários [...] nós estamos falando de mais renda e mais empregos para os brasileiros — disse.
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