
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nessa quarta-feira (8), criticou a discussão, em audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, sobre a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19 para crianças de seis meses a cinco anos.
Girão apontou a ausência do Conselho Federal de Medicina (CFM) no debate e alertou para na necessidade de uma análise mais criteriosa sobre o assunto antes que sejam tomadas medidas definitivas. Para o senador, é “prematuro” incluir vacinas contra a covid no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo ele “os efeitos negativos podem superar os benefícios”. O parlamentar destacou ainda que é importante considerar "potenciais efeitos adversos" do imunizante e o direito à escolha dos pais.
— É preciso garantir o direito ao consentimento informado, assim como o direito à objeção de consciência em respeito à liberdade e à dignidade das pessoas. É inaceitável que uma criança seja punida com um impedimento ao acesso à escola pelo fato de seus pais não terem autorizado uma vacina desnecessária — disse.
O senador disse que se mantém preocupado com a “flexibilização dos critérios técnicos e éticos” no desenvolvimento das vacinas, em 2020. Na opinião dele, a prudência “muitas vezes foi ignorada durante a pandemia”. O parlamentar ainda questionou o interesse do governo na proposta e informou que pretende promover uma discussão semelhante no Senado, reunindo médicos e especialistas nacionais e internacionais.
— Por que o governo está querendo obrigatoriedade? É lobby? O que está por trás disso? (...). A gente precisa fazer uma audiência pública para ouvir todos aqueles que mergulharam, aprofundaram-se nos estudos e vão trazer para nós os riscos disso tudo para os nossos filhos, para os nossos netos — afirmou.
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