
O juiz William Douglas Resinente dos Santos toma posse nesta quinta-feira (11) como desembargador no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, sediado no Rio de Janeiro.
Evangélico e pastor da Igreja Batista Getsêmani, Santos tem 53 anos e assume o novo posto em sessão que será realizada por videoconferência.
William Douglas afirma que, como magistrado e também como cidadão, considera um dever colaborar para "pacificar a sociedade". Ele celebra o fato de deixar sem processos em atraso a 4ª Vara Federal de Niterói - que é voltada a temas de direito civil.
Nascido na cidade do Rio de Janeiro, Douglas é também escritor, professor, mestre e pós-graduado em Direito, com mais de 50 livros publicados e título de doutor honoris causa pela ESA (Escola Superior de Advocacia), da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro).
Já exerceu também as funções de advogado, delegado e defensor público, além de atividades fora do direito. Douglas é embaixador da Missão Vida, ação social voltada à realização de trabalhos com moradores de rua. Agora, assume o cargo de desembargador por critério de antiguidade. Veja trechos de entrevista concedida ao R7 nesta quinta-feira.
R7 - Qual a expectativa para a posse? Poderia falar um pouco sobre a responsabilidade do cargo e como enxerga sua atuação no novo posto?
William Douglas - É um momento muito especial na minha vida e ainda estou me acostumando com essa nova fase. Minha jurisdição, como juiz federal de primeira instância era em duas cidades, Niterói e Maricá. Agora, como integrante do Tribunal Regional Federal da 2ª região, a jurisdição se amplia bem mais e contempla dois estados, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A responsabilidade também é bem maior, tendo em vista os reflexos das decisões do tribunal na vida de milhões de pessoas.
R7 - O senhor tem um extenso currículo e já publicou mais de 50 livros. Como juiz, teve atuação mais específica em alguma das áreas do direito? Pretende manter isso na função de desembargador?
William Douglas - Escrever livros é um grande prazer, mas é uma atividade secundária, diante das minhas atribuições como magistrado de carreira. A minha prioridade sempre foi manter o serviço da vara federal em dia, sem acumular processos, buscando atender a todos com eficiência e gentileza. Tudo por uma questão de respeito com o jurisdicionado, com as pessoas que procuram a justiça. Por trás de cada processo tem uma vida. Por isso, tenho um sentido de missão cumprida por entregar a 4ª Vara Federal de Niterói com nenhum processo em atraso. No tribunal, vou permanecer dedicado em minha missão de distribuir justiça, mas sem deixar de lado o magistério, o meu trabalho social e os cultos onde exerço o ministério de pastor.
R7 - A indicação do senhor foi bem recebida por líderes religiosos de diversas correntes do país. O que isso representa para o senhor? Essa visão mais religiosa, teológica, digamos assim, traz benefícios à sociedade e ao Judiciário, em seu ponto de vista?
William Douglas - Seja como cidadão, juiz, professor ou cristão, temos o dever de pacificar a sociedade, ter moderação, urbanidade e respeito para com todos. A firmeza teológica e a crença nos valores morais e éticos podem ser exercidas de forma gentil e pacífica. Creio que o meu modo de pensar e agir acabou resultando na confiança e no carinho depositados por diversos líderes religiosos, os quais recebo com gratidão e felicidade. E, na minha opinião sincera, creio que a sociedade ganha muito quando todos agem com amor e respeito ao semelhante.
R7 - A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, publicou em seu perfil no Instagram um cartão virtual parabenizando o senhor com um versículo bíblico e ilustrado com uma foto dos dois. Como viu a homenagem?
William Douglas - Fiquei muito lisonjeado. Nós já nos conhecemos há bastante tempo, nas lutas em defesa da mulher, do idoso e da criança, que são deveres cristãos. Tenho um enorme respeito pela trajetória da ministra Damares. Uma pessoa sincera e de grandioso coração.
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