
O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou, em pronunciamento nesta segunda-feira (29), a apresentação da proposta de regulamentação da reforma tributária, feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Congresso Nacional na semana passada. O objetivo da proposta, ressaltou Paim, é simplificar os tributos e a desoneração de setores estratégicos como investimentos, exportações e produtos da cesta básica, além de garantir a não cumulatividade dos impostos.
— A simplificação do modelo de Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) se dará da seguinte forma: IPI, PIS e Cofins serão unificados na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), sob a responsabilidade do governo federal. O ICMS e o ISS serão consolidados no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), com administração compartilhada entre estados e municípios. Essa simplificação reduzirá a alíquota desses tributos de 34% para uma média de 26,5%, além de coibir fraudes e aumentar a arrecadação.
Paim explicou que nessa primeira etapa está prevista a isenção de impostos para itens essenciais como arroz, feijão, leite, pão, ovos, entre outros, com reduções significativas para carnes, peixes, tapioca, sucos, mel e serviços de educação e saúde. O imposto será recolhido no local de consumo, o que deve acabar com a guerra fiscal e promover um sistema mais justo, avaliou o senador:
— A reforma tributária é um alicerce para o crescimento e o desenvolvimento do país. Mais do que alterações em números e alíquotas, essa reforma representa uma oportunidade única para avançarmos na construção de um país mais justo, próspero e solidário. Uma tributação equilibrada e justa não apenas coloca mais comida no prato das pessoas, dos pobres e dos vulneráveis, mas também fortalece o setor produtivo, fomentando assim investimentos e gerando empregos, renda, tudo muito importante. Porém, não podemos restringi-la apenas ao aspecto econômico. Uma reforma tributária deve ter como horizonte o social, os princípios dos direitos humanos, a inclusão, a redistribuição de renda e a promoção de oportunidades iguais para todos.
O senador também enfatizou os altos índices de acidentes de trabalho no país e defendeu a necessidade de investimentos na prevenção e promoção da saúde dos trabalhadores. Ele reforçou a importância de um ambiente de trabalho seguro e saudável para todos os colaboradores.
— A saúde do trabalhador é essencial por uma série de motivos. Primeiro, melhora a qualidade de vida e traz satisfação pessoal para o trabalhador e sua família, contribuindo, assim, para todos. Segundo, investir na saúde do trabalhador resulta também em economia importante a longo prazo para todos, com redução de licenças médicas, menor rotatividade, diminuição de despesas quanto à saúde, manutenção da saúde do trabalhador, envolvendo a criação de um ambiente seguro e saudável, não apenas para protegê-lo, mas também para prevenir acidente de trabalho e proteger, eu diria, por extensão, os seus próprios familiares — afirmou.
Senado Federal Redução de prazos para exame de patentes passa na CAE
Senado Federal CAE confirma redução tributária para áreas de livre comércio da Amazônia
Senado Federal CAE aprova um pediatra para cada quatro equipes de saúde da família Mín. 21° Máx. 28°