
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve analisar nesta terça-feira (14) um projeto de lei que amplia as possibilidades de aplicação do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC). A proposta ( PL 5.098/2019 ) estende o uso de recursos do fundo para ações de combate a desastres naturais, desmatamento, queimadas e incêndios florestais.
O projeto, do senador Jayme Campos (União-MT), recebeu parecer favorável do relator, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que incluiu uma emenda para acrescentar que os recursos também possam ser usados no combate à desertificação de áreas do território nacional.
A proposta altera a Lei 12.114, de 2009 , que criou o fundo, e estabelece que os recursos sejam utilizados em especial por meio de ações de prevenção e de monitoramento. O FNMC tem como agente financeiro o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para o autor do projeto, a mudança poderá fortalecer instituições como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e as brigadas de incêndio dos estados e municípios da Amazônia Legal.
O texto é analisado na CAE de forma terminativa, ou seja, se for aprovado e não houver recurso para a análise em Plenário, será enviado diretamente para a Câmara dos Deputados.
Com pedido de vista (mais tempo para análise) concedido na última reunião da CAE, retornam à pauta dois projetos que beneficiam pequenas empresas. O PL 6.012/2023 torna permanentes os recursos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Com a proposta, os recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) não utilizados no programa e os valores recuperados em caso de inadimplência ficam com o Pronampe e não mais serão revertidos, a partir de 2025, à conta do Tesouro Nacional.
Apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) e demais senadores da bancada catarinense, o texto recebeu relatório favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE). Se for aprovado, o texto segue para a análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação em Plenário.
Já o PLP 261/2023 estabelece reajuste anual, com base na inflação, para o valor máximo de faturamento permitido para essas empresas. Do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), o texto atualiza a receita bruta para a classificação como microempreendedor individual (MEI), microempresa e empresa de pequeno porte. O texto recebeu parecer favorável do senador Laércio Oliveira.
Outro projeto previsto para ser analisado é o PL 6.233/2023 , de autoria do Poder Executivo, que uniformiza a aplicação de juros e correção monetária nos contratos de dívida sem taxa convencionada, em ações por perdas e danos e em débitos trabalhistas.
O texto tramita em regime de urgência e é analisado em conjunto com o PL 1.086/2022 , do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente da Casa. O projeto é relatado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), que uniu trechos das duas propostas em um substitutivo.
Conforme o substitutivo, o texto altera o Código Civil ( Lei 10.406, de 2002 ) para estabelecer que, quando um contrato não previr o índice de atualização monetária nem houver lei especificando, será usada a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou outro índice que vier a substituí-lo.
O novo texto também estabelece que a taxa legal de juros, aplicada em diversas situações, corresponderá à diferença entre a taxa referencial Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) e o IPCA. Segundo o relator, assim será usada a taxa real da Selic, isto é, descontada a atualização monetária dada pelo IPCA.
O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a variação da inflação em dado período. Na última reunião da CAE, foi concedida vista do projeto (mais tempo para análise). Se a proposta for aprovada pela comissão, seguirá para a votação no Plenário do Senado.
Também está na pauta da comissão a mensagem presidencial com o pedido do governo federal para aumentar de US$ 75 bilhões para US$ 125 bilhões o limite máximo de emissão de títulos de dívida pública no exterior ( MSF 3/2024 ). O Executivo espera emitir os US$ 50 bilhões extras nos próximos dez anos.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, é o relator da mensagem e é favorável à proposta, na forma de um projeto para alterar a Resolução 20, de 2004, que cria as regras para esse tipo de emissão de títulos. Antes de ser votada na CAE, a mensagem será debatida em uma audiência pública da comissão marcada para o mesmo dia, às 9h.
Senado Federal Ampliação do número de pediatras no SUS está na pauta da CAE
Senado Federal Girão cobra informações sobre desaparecimento de cearense no exterior
Senado Federal Confúcio Moura defende EJA profissional e destaca novo secretário de Educação Mín. 21° Máx. 28°