
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a nomeação de Paulo Pimenta para o recém-criado Ministério Extraordinário de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, durante pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (21). Para o senador, a decisão remonta a “práticas da ditadura militar, onde cargos eram preenchidos por indicação direta do presidente, desconsiderando a escolha popular”.
— Essa iniciativa, totalmente desnecessária, é puro oportunismo político, diante de uma terrível calamidade, cuja reconstrução teria, obviamente, como coordenador natural, o governador Eduardo Leite [...]. Fazer uso político disso, colocando uma nomeação biônica, é um desrespeito, no meu modo de entender - respeito quem pensa diferente -, ao povo gaúcho. O povo gaúcho elegeu um governador. Em situações graves, é o governador que tem que resolver isso — reforçou.
Girão anunciou o envio de R$ 1 milhão em emendas parlamentares para auxiliar o Rio Grande do Sul. Ele também defendeu o projeto de lei ( PL 1.537/2024 ), que propõe o remanejamento de R$ 2,2 bilhões do Fundo Eleitoral para a reconstrução do estado.
— É um dever moral de todos nós aqui falar com as nossas lideranças de partido para abrir mão desse vergonhoso Fundo Eleitoral, de pelo menos 50%, para mandar para o Rio Grande do Sul imediatamente — defendeu.
O parlamentar voltou a criticar o aumento do número de ministérios no atual governo para 39, o que na visão dele vai contribuir para o agravamento da crise fiscal do país. Segundo Girão, o déficit nominal do Brasil atingiu R$ 998 bilhões em abril, comparável ao período mais crítico da pandemia.
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