
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (12) projeto de lei que assegura às crianças e aos adolescentes acesso a programas de saúde mental promovidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção e o tratamento de agravos de saúde mental.
Os programas de saúde mental dirigidos a essa faixa etária promoverão a atenção psicossocial básica e especializada, de urgência e emergência e a atenção hospitalar.
O PL 4.928/2023 , da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), recebeu parecer favorável da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
De acordo com o texto, os profissionais que atuam na prevenção e no tratamento de agravos de saúde mental que acometem crianças e adolescentes receberão formação específica e permanente para a detecção de sinais de risco, bem como para o acompanhamento que se fizer necessário.
O projeto estabelece ainda que as crianças e os adolescentes beneficiários de programas sociais em tratamento de agravos de saúde mental terão assegurados todos os medicamentos e recursos terapêuticos prescritos, de forma gratuita ou subsidiada, de acordo com as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas.
Ao justificar o projeto, Damares ressalta que a saúde mental é um aspecto fundamental da qualidade de vida de qualquer indivíduo, e que estudos têm demonstrado um aumento alarmante nas taxas de agravos de saúde mental e comportamental em crianças e adolescentes, bem como um crescimento preocupante das taxas de suicídio entre os jovens.
Para a relatora, é urgente a necessidade de proteção à saúde mental de crianças e adolescentes.
— Não cabe outra conclusão senão a de que, mais do que meramente oportuno, o PL em análise mostra-se verdadeira obrigação moral e legal deste Parlamento no exercício de sua função legiferante. É urgente a proteção à saúde mental de nossas crianças e adolescentes, expostos que estão aos perigos do século 21, sem o devido resguardo — expôs a relatora.
A senadora apresentou três emendas de redação, entre elas a que retira a possibilidade de apenas quem for inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal conseguir acesso gratuito a medicamentos e recursos terapêuticos necessários, eliminando o tratamento diferenciado.
— Chamo a atenção para os órfãos dos feminicídios. Quanto tempo uma criança leva para se recuperar, se é que se recupera? (...) Na época em que a sociedade deveria ser mais presente estamos sendo displicentes com as nossas crianças — disse Margareth.
Senado Federal CPMI do INSS pede prorrogação dos trabalhos ao STF
Senado Federal Plenário analisa proposta de criminalização de misoginia nesta terça
Senado Federal Projeto exige que SUS ofereça medicamento para hipertermia maligna Mín. 21° Máx. 28°