
Após a minirreforma ministerial, que demitiu e realocou seis ministros nesta segunda-feira (29), o governo Bolsonaro chegou a 16 ministros demitidos em cerca de dois anos e dois meses de gestão. O motivo das exonerações variam, passando por discordâncias públicas dos ocupantes com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), embates com o Congresso e a presença informações falsas nos currículos
O ex-ministro Ernesto Araújo, o primeiro a cair nesta segunda-feira (29), se demitiu depois de brigar com senadores, que consideravam a gestão tão prejudicial à imagem externa do país que acabou afetando a distribuição de vacinas contra a covid-19 ao Brasil. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, foi demitido por Bolsonaro, que não explicitou os motivos da troca. Os dois estão juntos na foto acima
No mesmo dia também foi demitido o Advogado-Geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior, que saiu do governo após não assinar uma ação do governo federal, apresentada no STF, contra o toque de recolher imposto por três estados
Pouco antes deles, caiu o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que foi o quarto ocupante do cargo em meio à pandemia. Como Araújo, o militar também sofria com pressão do Congresso, que o cobrou pela demora na disponibilização de doses e erros no combate à doença, que chegou a seu pior momento na gestão de Pazuello
De janeiro a dezembro de 2020, oito ministros deixaram o governo do presidente Jair Bolsonaro. Saíram Gustavo Canuto (Ministério do Desenvolvimento Regional), Osmar Terra (Ministério da Cidadania), Luiz Henrique Mandetta (Ministério da Saúde), Sergio Moro (Ministério da Justiça e Segurança Pública), Nelson Teich (Ministério da Saúde), Abraham Weintraub (Ministério da Educação), Carlos Decotelli (Ministério da Educação) e Marcelo Álvaro Antônio (Ministério do Turismo), que está na imagem acima
Nomeado para o Ministério da Educação, o professor Carlos Decotelli entregou carta de demissão e passou a ser a terceira mudança de comando apenas na Educação
Antes de Decotelli, Abraham Weintraub deixou o Ministério da Educação após desgastes por conta de declarações fortes, polêmicas e ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal). A exoneração foi anunciada no dia 18 de junho de 2020
No dia 15 de maio daquele ano, o então ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão após permanecer por menos de um mês no cargo. A saída foi a segunda na pasta em meio à pandemia do novo coronavírus e ocorreu por divergências entre Teich e Bolsonaro
Após não concordar com a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, o ex-juiz federal Sergio Moro foi o Ministério da Justiça e Segurança Pública e se tornou a nona mudança no ministério montado pelo presidente Jair Bolsonaro, alegando interferência do presidente na PF, o que ainda não foi comprovado
Dias antes de Moro deixar o governo, Luiz Henrique Mandetta foi demitido do Ministério da Saúde, em 16 de abril, por visões opostas em relação ao presidente Bolsonaro respeito da necessidade do isolamento social no combate à pandemia
Em fevereiro de 2020, o então ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi transferido para o Ministério da Cidadania, comandado por Osmar Terra (foto), que foi exonerado do cargo
No mesmo mês, o engenheiro Gustavo Canuto foi exonerado do comando do Ministério do Desenvolvimento Regional. Ele deu lugar ao secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho
Em 2019, o governo fez sua primeira demissão de um ministro: Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência da República), seguido de Ricardo Vélez (Ministério da Educação), Santos Cruz (Secretaria de Governo do Brasil) e Floriano Peixoto (Secretaria-Geral da Presidência da República). Bebianno foi demitido após ter um desentendimento com o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro
O colombiano Ricardo Vélez Rodriguez durou poucos meses como ministro da Educação, depois de se desgastar no cargo ao enviar às escolas um e-mail em que pedia que os estabelecimentos de ensino mandassem ao ministério vídeos de alunos cantando o Hino Nacional, junto ao slogan do governo
O militar Floriano Peixoto, que assumiu a vaga de Bebianno, deixou o posto em junho de 2019
Também em junho de 2019, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz deixou a Secretaria de Governo da Presidência da República e foi o primeiro militar a deixar um ministério, sob fortes críticas de membros da ala ideológica do governo Bolsonaro
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