
A equipe do laboratório Jet Propulsion, da Nasa, a agência espacial norte-americana, anunciou pelo Twitter na noite de quinta-feira (1º) que a sonda InSight detectou, no mês passado, dois terremotos de magnitudes relativamente altas — 3,3 e 3,1 — ao norte de Marte, mais especificamente na área de Cerberus Fossae.
Desde o início da missão do Insight, em 2018, a sonda já detectou 500 tremores — destes, dois outros recentes, na mesma área e igualmente fortes, com magnitudes de 3,6 e 3,5.
Acredita-se que o local, que consiste em uma série de fissuras semi-paralelas formadas por falhas que dividiram a crosta marciana na região de Cerberus, é provavelmente mais propensa a atividades sísmicas.
Diferentemente da Terra, onde os terremotos são causados pelo movimento repentino das placas tectônicas, em Marte, os tremores são provocados por atividade vulcânica. Os astrônomos acreditam que analisar a atividade sísmica marciana pode ajudá-los a obter uma compreensão mais clara tanto do manto quanto do núcleo do planeta vermelho.
"Ao longo da missão, vimos dois tipos diferentes de terremotos: um que é mais 'parecido com a lua' [no qual onda sísmicas tendem a se espalhar] e o outro, mais 'parecido com a Terra' [que viajam mais diretamente através do planeta]", afirmou o físico Taichi Kawamura, do Institut de Physique du Globe de França Paris, que ajudou a criar o sismômetro InSight. Segundo ele, os quatro terremotos maiores foram particularmente interessantes porque eram mais parecidos com a Terra.
Apesar dos quatro terremotos detectados recentemente, durante a última temporada de inverno do norte, quando os ventos são mais predominantes, a o InSight não foi capaz de detectar nenhum tremor.
Isso se deu pelo fato de que, apesar de o sismômetro da sonda opera sob uma cúpula usada para bloquear o som do vento e protegê-lo das noites extremamente frias, ocasionalmente, os ventos marcianos causam vibrações no equipamento, obscurecendo, assim, alguns tremores.
Ainda assim, John Clinton, um sismólogo que lidera o Serviço Marsquake da InSight na ETH Zurich, está satisfeito com os dados sísmicos recentes. "É maravilhoso observar terremotos em Marte novamente após um longo período de registro do ruído do vento", disse. "Um ano marciano passado, agora somos muito mais rápidos na caracterização da atividade sísmica no planeta vermelho."
*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques
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