
A cidade de São Paulo retomou, nesta segunda-feira (12), as aulas presenciais nas escolas da rede municipal e particulares após o anúncio do governo estadual do retorno à fase vermelha do Plano São Paulo. A rede estadual só abriu para tirar dúvidas de pais e alunos, as atividades escolares voltam na quarta-feira (14).
De acordo com a Seduc (Secretaria Estadual de Educcação) a retomada das atividades escolares ocorre de maneira gradual e facultativa, com limite máximo de 35% dos alunos por dia em cada escola. Todas as instituições de ensino devem seguir as normas sanitárias como distanciamento social, uso obrigatório de máscara e álcool em gel.
O R7 apurou que a adesão foi baixa em algumas escolas neste primeiro dia. Na EMEF João Pedro de Carvalho, na zona leste, apenas cinco alunos compareceram às aulas presenciais nesta manhã. A SME (Secretaria Municipal de Educação) informa que todas as 4 mil escolas estão abertas nesta segunda.
Neste momento, os pais podem optar se enviam seus filhos às escolas ou não, o ensino remoto será mantido. A SME orienta que neste primeiro momento a recomendação é para "que os estudantes possuem acesso ao ensino remoto, se possível, permaneçam em casa."
Ainda de acordo com SME, a prioridade para o atendimento aos alunos filhos dos profissionais dos serviços essenciais: saúde, educação, assistência social, transporte público, segurança e serviço funerário. Os estudantes em situação de vulnerabilidade também serão atendidos dentro dos protocolos sanitários.
Os estudantes que optaram pelo ensino remoto é obrigatória a realização das atividades online. No caso dos alunos da rede municipal, devem usar a plataforma Classroom ou material impresso retirado nas escolas. Na rede estadual as aulas são transmitidas diariamente pelo Centro de Mídias da Secretaria de Educação do Estado, por aplicativo ou pela TV Educação e TV Univesp. As escolas particulares seguem seu próprio planejamento.
Profissionais da Educação protestaram em frente a Prefeitura na manhã desta segunda. Segundo o Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo), servidores estão em greve há 62 dias e relatam os riscos da retomada das aulas na rede municipal de Ensino em meio ao agravamento da pandemia.
Entre as reivindicações do sindicato, a vacinação deve ser realizada em todos os profissionais das escolas, a testagem deve ser realizada periódicamente, além da garantia de máscaras e escudos faciais.
No sábado (10), o governo do estado deu início a primeira fase da vacinação dos profissionais da Educação acima de 47 anos. E primeira etapa contempla professores, merendeiras, auxiliares de limpeza, cuidadores, diretores e vice-diretores, secretários de escola e coordenadores. A expectativa é vacinar 350 mil profissionais.
A retomada das aulas presenciais ocorrerá em razão da reclassificação do Plano SP anunciada nesta sexta-feira. A educação básica é considerada atividade essencial pelo Estado de SP, por isso as atividades podem ser mantidas durante a fase vermelha.
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