
Com o encerramento do vazio sanitário da soja no último fim de semana, os produtores mato-grossenses começam a preparar o solo e dar início à implantação da safra 2025/26. O momento marca a transição do planejamento para a execução no campo, exigindo atenção redobrada em cada etapa para que os investimentos realizados se transformem em bons resultados ao longo do ciclo da cultura.
Segundo o diretor de pesquisas da Fundação Rio Verde, Fábio Pittelkow, a expectativa é positiva, embora permeada por desafios inerentes a cada safra. “A Fundação Rio Verde está com expectativa alta. É mais uma safra com desafios, mas ao mesmo tempo com a certeza de que o investimento e o planejamento foram bem realizados, para que não tenhamos surpresas desagradáveis ao longo do percurso da lavoura. Agora entra a fase de execução, com a perspectiva de uma boa colheita, assim como ocorreu na última safra”, destacou.
Pittelkow reforça que, embora cada ciclo agrícola traga situações únicas, alguns pontos são determinantes para o sucesso do produtor. Entre eles, a realização de um plantio bem feito, respeitando a umidade adequada, a utilização de sementes de qualidade e a regulagem correta dos equipamentos. Operações iniciais precisam ser conduzidas com atenção aos detalhes, garantindo que o “básico seja bem feito” desde o início.
Outro aspecto considerado crucial é o monitoramento constante das lavouras. O acompanhamento assertivo das plantas permite que as decisões de manejo sejam tomadas com mais segurança e eficiência, principalmente no controle de pragas e doenças. “O clima é um fator que não controlamos, mas todas as práticas culturais adotadas pelo produtor interferem diretamente na qualidade da lavoura e na produtividade final. Por isso, o básico bem feito aliado ao monitoramento é o diferencial para uma safra bem-sucedida”, enfatizou.
A pesquisa agropecuária, segundo o diretor, exerce papel fundamental nesse processo. Os resultados de estudos, tanto recentes quanto anteriores, oferecem subsídios para que os produtores possam empregar técnicas e ferramentas de manejo com maior assertividade e segurança. “O produtor que está atento às novas tecnologias e modalidades de uso sempre terá mais segurança. A pesquisa busca justamente posicionar as ferramentas de manejo para que gerem segurança ambiental e eficiência no controle de pragas e doenças. Isso garante não apenas a preservação do potencial produtivo, mas também a sustentabilidade da atividade”, explicou Pittelkow.
Ao iniciar mais uma safra, a recomendação da Fundação Rio Verde é clara: investir em um plantio tecnicamente correto, monitoramento contínuo e utilização de informações científicas. Esses pilares são a base para transformar os desafios do campo em oportunidades de crescimento e garantir que Mato Grosso mantenha sua posição de liderança na produção de soja no Brasil.
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