
O inquérito que investigava o agente penitenciário Edson Batista Alves, de 35 anos, foi concluído nesta semana pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM) e o suspeito foi indiciado por lesão corporal e cárcere privado. Agora o inquérito será encaminhado à Justiça.
As investigações também seguem na Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DEDDICA).
Edson Batista foi preso no dia 21 de novembro suspeito de torturar e manter em cárcere privado a namorada e o filho dela, de 6 anos. Segundo a polícia, a mulher e a criança eram torturadas e mantidas em cárcere privado há duas semanas. Edson chegou a quebrar o braço do menino e o obrigou a gravar um vídeo dizendo que tinha sofrido a fratura em um acidente.
As vítimas relataram que, além de socos e chutes, eram espancadas com fio de carregador, cabo de vassoura e até queimadas com água quente. A criança afirmou à reportagem que Edson chegou a colocar a cabeça dela na privada durante as agressões.
O agente também foi denunciado por violência doméstica por outras seis mulheres que tiveram relacionamentos amorosos com ele. Uma delas, registrou quatro boletins de ocorrência contra o agente.
Elas contaram que Edson as obrigou a tatuar o nome dele. Segundo as vítimas, caso não atendessem ao pedido, eram espancadas.
De acordo com essas mulheres, durante as sessões de tortura, o agente também as obrigava a beber a urina dele em um copo.
As mulheres contaram ainda que as sessões de tortura chegavam a durar horas.
Edson atuava no Setor de Operações Especiais (SOE), mas estava afastado do trabalho por violência doméstica e era monitorado por tornozeleira eletrônica.
A prisão
A última namorada de Edson, que estava sendo mantida em cárcere privado junto com o filho, contou que eles foram a um jantar na casa de amigos e ela conseguiu fugir com a criança durante a madrugada quando o suspeito foi ao banheiro. Ela procurou ajuda em uma base da Polícia Militar, em Cuiabá.
Segundo a polícia, após descobrir a fuga da mulher, Edson ainda teria rastreado o celular dela. Ele foi preso rondando a base da polícia.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para audiência da custódia e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Ele foi encaminhado para um presídio militar, em Santo Antônio de Leverger, onde permanece preso.
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