
A Polícia Civil prendeu 12 pessoas e recuperou mais de R$ 2 milhões em defensivos agrícolas durante a Operação fim da Linha, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) com objetivo de desarticular uma quadrilha suspeita de roubar agrotóxicos no estado.
A operação, deflagrada na quinta-feira (12), visava dar cumprimento a 16 ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, em Cuiabá, Primavera do Leste, Poxoréu, Sinop, Sorriso e Lucas do Rio verde.
Seis pessoas foram presas devido ao cumprimento de mandados de prisão e outras seis foram presas em flagrante posse ilegal de arma de fogo, munições, receptação de defensivos agrícolas e veículos roubados.
Foram apreendidos 13 armas de fogo e mais de 200 munições, além de vários galões de agrotóxico de origem ilícita, totalizando mais de R$ 2 milhões em produtos apreendidos. As cargas foram recuperadas em Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Verde e São José do Rio Claro.
De acordo com o delegado que coordenou as investigações, Frederico Murta, essa é a primeira etapa do trabalho que tinha o objetivo de tirar de circulação o grupo criminoso que executava os roubos de maneira recorrente.
O delegado titular da GCCO, Flávio Henrique Stringueta, explica que os crimes de roubos e furtos de defensivos agrícolas impactam diretamente o estado, uma vez que a força motriz de Mato Grosso é o agronegócio.
A operação contou com o apoio das delegacias de Sinop, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Primavera do Leste e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Foram presos Fernando Serrando de Souza, conhecido como Gordão, Moisés Sales da Silva, o Magrão, Reinald Sthephanio Arouca de Moura, o Rinodê, Márcio Vieira Dias, conhecido como Mineiro, José Carlos Oliveira Duarte, o Perninha, e Bruna Almeida Silva.
Outros dois suspeitos identificados como Johne Ribeiro da Silva, o John-John, e Cassiano de Lima Camargo, conhecido como Cara de Arraia, morreram durante confronto com a polícia no mês de outubro, quando um policial também ficou ferido.
As investigações iniciaram a cerca de um ano, conseguindo desarticular a principal organização criminosa especializada em roubo de defensivos agrícolas no estado. Durante os trabalhos, foram identificados oito suspeitos de integrarem um grupo criminoso responsável por pelo menos 11 roubos realizados no período de um ano.
Por meio de ações de inteligência e análise de dados, a GCCO conseguiu mapear e identificar 11 fazendas situadas em diversos municípios, as quais foram vítimas do mesmo grupo criminoso. De acordo com o delegado, Frederico Murta, que conduziu as investigações, em todos os fatos investigados os criminosos atuavam sempre da mesma maneira.
“Cerca de 10 indivíduos fortemente armados e com uso de coletes balísticos rendiam e amarravam os moradores e funcionários das fazendas, cortando ainda todo tipo de comunicação, agindo com muita violência e graves ameaças às vítimas que permaneciam amarradas por horas”, explicou o delegado.
Após a ação criminosa, os suspeitos fugiam do local levando todo o estoque de defensivos agrícolas, veículos, armas e outros pertences das vítimas.
Ao longo das investigações realizadas pela GCCO, foram realizadas várias prisões em flagrante e, além da carga recuperada, foram apreendidos seis armas de fogo, um colete balístico e vários veículos pertencentes à suposta organização criminosa.
O grupo criminoso é suspeito de reagir a uma ação policial em Lucas do Rio Verde, em outubro, no momento em que fazia o transbordo da carga roubada.
No momento da abordagem, houve um confronto entre os suspeitos e policiais da GCCO, que terminou com um policial ferido e dois suspeitos mortos. Na ação, foi recuperada uma carga avaliada em mais de R$ 1 milhão que havia sido roubada de uma fazenda dois dias antes.
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