
Assembleia Legislativa analisa o projeto de lei 637/2020 que concede incentivos fiscais a empresas que contratarem mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, diminuindo 3% do Imposto Sobre Circulação de Meradorias e Serviços (ICMS) às que preencher entre 2% e 5% de seus cargos por mulheres que passaram por esses abusos. As empresas ainda devem ficar isentas do pagamento de IPVA.
A proposta, apresentada pelo deputado Romoaldo Júnior (MDB), e idealizada pela advogada Deise Cristina Sanábria Carvalho, além de chamar a atenção de empresários e a própria sociedade para esse tipo de crime, visa gerar oportunidades para a mulher no mercado de trabalho.
De acordo com medida, a empresa que contratar mulheres nessas condições, receberá um selo com o título “Empresa Amiga da Mulher”, para gerar a publicidade, demonstrando o apoio à causa. O benefício será concedido desde que a violência sofrida pela trabalhadora possa ser comprovada por documentos e apresentação de medida protetiva de urgência.
“OS INCENTIVOS FISCAIS IRÃO POSSIBILITAR MAIOR NÚMERO DE CONTRATAÇÕES E CONTRIBUIR PARA O RETORNO DESSAS VÍTIMAS AO MERCADO DE TRABALHO”, DEFENDEU ROMOALDO AO RESSALTAR QUE COM A APROVAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA, O BRASIL DEU UM PASSO IMPORTANTE PARA DIMINUIR A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, ENTRETANTO A REALIDADE AINDA É PERTURBADORA E INACEITÁVEL.
Ao agradecer o apoio do parlamentar, que abraçou a causa e se dispôs a lutar pela aprovação do projeto, a advogada Deise Cristina, membro da Comissão da Mulher da Associação Brasileira de Advogados em Mato Grosso (ABA-MT) e da Comissão de Defesa dos Direito da Pessoa com Deficiência da OAB/MT e ainda advogada do Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade de Cuiabá, contou que apesar de seu currículo profissional, já viveu na pele um relacionamento abusivo.
Para a advogada, a matéria tem grande relevância, pois em meio a pesquisas e conversas com mulheres fragilizadas, ela percebe que a história se repete e a maioria prefere se sujeitar a uma relação abusiva, para que os filhos não sejam privados do sustento e do conforto que muitas vezes é proporcionado pelo agressor.
Diante da cruel realidade dos dados, Deise avalia que a aprovação do projeto será um avanço na política de Mato Grosso que poderá ser o primeiro estado da federação a propor uma lei de tamanho benefício para a busca da independência financeira da mulher vítima de violência doméstica e familiar.
“ESSAS MULHERES NECESSITAM DE UMA OPORTUNIDADE PARA RECONSTRUIR A VIDA. A CONQUISTA DE UM EMPREGO PROPORCIONA A CHANCE DE MUDANÇA, DIGNIDADE, INDEPENDÊNCIA E AUTOESTIMA. AGRADECEMOS O DEPUTADO ROMOALDO POR ESTAR COM A GENTE NESTA LUTA. O APOIO DELE, DENTRO DO PODER LEGISLATIVO, NOS DEVOLVE A ESPERANÇA E A GARANTIA DE QUE NÃO ESTAMOS SOZINHAS”, FINALIZA A ADVOGADA.
*Violência doméstica durante a pandemia
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública – “Violência Doméstica durante a pandemia de Covid-19”, os feminicídios cresceram 150% em Mato Grosso, entre março e abril deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019. O estado passou de seis vítimas em 2019 para 15 em 2020. Em março, o número de feminicídios saltou de dois para dez. Já em abril, passou de quatro para cinco casos. Os dados foram divulgados no último mês junho.
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