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Pantanal tem o mês de julho com mais focos de incêndio desde início das medições feitas pelo Inpe

O número de queimadas registradas no Pantanal bateu recorde no mês passado: foram 1.684 pontos no bioma no mês passado, o maior número para um mês de julho desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a coletar os dados em 1998.

04/08/2020 às 08h49
Por: Redação Fonte: Por: G1 MT
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Foto: Rogério Florentino/AFP
Foto: Rogério Florentino/AFP

  O número de queimadas registradas no Pantanal bateu recorde no mês passado: foram 1.684 pontos no bioma no mês passado, o maior número para um mês de julho desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a coletar os dados em 1998.

  Em comparação com julho do ano passado, o bioma teve 3,4 vezes mais focos de incêndio, segundo os dados do Inpe, que registrou 494 no mesmo período em 2019.

  Considerando a situação de todos os biomas brasileiros em julho, o Pantanal teve o maior aumento das queimadas. Na Amazônia, que teve a segunda maior alta, houve 28% mais incêndios em em julho de 2020 comparado a julho de 2019.

  No Cerrado, foram registrados 5% mais incêndios em julho deste ano se comparado ao ano passado. Já na Mata Atlântica, na Caatinga e no Pampa, houve queda.

  O engenheiro florestal Vinícius Freitas Silgueiro, coordenador de inteligência territorial do Instituto Centro de Vida (ICV), que monitora o Pantanal em Mato Grosso, diz que os incêndios no bioma são os piores desde 1998.

  “SEGUNDO OS DADOS DE SÉRIE HISTÓRICA DE FOCOS DE CALOR QUE O INPE DISPONIBILIZA, DESDE 1998, NÓS NUNCA TIVEMOS ESSA SITUAÇÃO NOS SETE PRIMEIROS MESES DO ANO” – VINÍCIUS FREITAS SILGUEIRO, ENGENHEIRO FLORESTAL DO ICV

  O QUE A GENTE ESTÁ VENDO AGORA É ALGO HISTÓRICO EM TERMOS DE IMPACTO NO BIOMA” – VINÍCIUS SILGUEIRO

  O Pantanal é a maior planície alagada do mundo, englobando áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, da Bolívia e do Paraguai. Mas a estação úmida da região, que normalmente vai de janeiro a maio, teve 50% a menos de chuva este ano do que o esperado, o que também fez com que muitos focos de queimadas fossem registrados nos meses mais chuvosos.

  Isso contribuiu para que os incêndios – que podem começar como queimadas controladas para “limpar” a vegetação desmatada – acabassem se alastrando, explica Vinícius, do ICV. Agora, a região vive a estação seca, que deve durar até setembro. Por isso, é possível que a situação piore nos próximos meses, afirma o engenheiro.

  Vinícius também lembra que metade das queimadas (51%) incidiu em imóveis rurais privados que têm o cadastro ambiental rural. “São imóveis que têm, majoritariamente, o seu uso agropecuário. E aí está a relação com a causa dos incêndios”, explica.

  “Para a pecuária, o fogo ainda é muito utilizado como uma forma de renovar a pastagem. Você queima e depois ela vem com um novo vigor. E aí, com certeza, essas queimadas saíram do controle e acabaram provocando grandes incêndios”, diz Vinícius.

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