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Estado Prisão

Viúva é presa suspeita de matar o marido por não aceitar separação e simular suicídio em MT

Vigilante de banco Sergio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça no dia 18 de setembro. Mulher foi classificada pela polícia como uma pessoa ‘impulsiva, agressiva e ciumenta’.

14/10/2020 10h01
Por: Redação Fonte: Por: G1 MT
Sergio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça; investigação apontou que a mulher dele o matou — Foto: Arquivo pessoal
Sergio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça; investigação apontou que a mulher dele o matou — Foto: Arquivo pessoal

  Uma mulher foi presa nessa terça-feira (13) suspeita de matar o marido dela por não aceitar a separação em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, Sergio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça no dia 18 de setembro. As investigações apontaram que a mulher dele, Meire Coelho do Santos, de 41 anos, foi a autora do crime e simulou uma cena de suicídio da vítima.

  Meire não confessou o crime e afirma que o marido se suicidou. O G1 não localizou o advogado dela.

  De acordo com a investigadora Daiana Vieira Padilha, que esteve à frente das investigações, a Polícia Civil concluiu que a vítima foi morta ao pedir a separação.

  O delegado Herbert Yuri Rezende Figueiredo pediu a prisão preventiva de Meire, que foi decretada pela Justiça e cumprida pela Polícia Militar.

  Meire foi classificada pelos policiais como uma pessoa ‘impulsiva, agressiva e ciumenta’.

  Sergio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça feito pela mulher dele em Campo Novo do Parecis — Foto: Facebook

  Os dois estavam juntos há sete meses. Sergio era vigilante de uma agência bancária em Campo Novo do Parecis.

  Investigação


  No dia do crime, os policiais já desconfiaram que não se tratava de um suicídio. Eles tiveram acesso a uma fotografia de Sergio ferido em cima da cama. Ele foi atingido por um tiro na cabeça e socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.

  “Começamos a suspeitar desde o dia do crime pela forma que ele estava deitado na cama e com a arma entre a costela e o braço. Exames de necropsia também apontavam para homicídio”, explicou a investigadora ao G1.


  Além da investigação, testemunhas e pessoas próximas a Sergio afirmaram que o relacionamento do casal era muito conturbado e que não existiam indícios de que o rapaz poderia se matar.

  “Ela o agredia, ele sofria diversas formas de violência. Sergio afirmava para pessoas próximas que queria se separar, inclusive pedia ajuda. Ela era ciumenta, possessiva e eles tinham brigas calorosas motivadas por ciúmes por parte dela. Ele decidiu se separar e até procurou uma casa para sair logo”, contou a investigadora.


  Sergio era uma pessoa querida e a morte dele foi questionada pela família e amigos. Ele era considerado uma pessoa muito alegre e temente a Deus.

  As investigações, coordenadas por Daiana e o investigador Juliano Antonio de Bastos, foram concluídas em 20 dias.

  “No dia do crime eles tiveram outra briga, também por ciúmes. Ela quebrou o celular dele, quebrou o vidro do carro dele e, por fim, o matou. Depois, alterou a cena do crime e disse que foi um suicídio”, salientou.

 
  Meire dava declarações contraditórias à polícia e contou que a arma, um revólver 38, era de Sérgio. Mas o segurança não tinha arma própria, apesar de estar em processo de adquirir uma pistola.

  Meire está presa na delegacia da Polícia Civil e deve ser transferida para a cadeia feminina de Nortelândia, a 261 km de Cuiabá.

  “A vítima não apresentava nenhum transtorno mental, fator de risco ou traço que pudesse levar ao suicídio”, finalizou a investigadora.

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