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MT atinge maior média móvel de casos de Covid-19 por dia desde o pico da pandemia

O levantamento mostra que, na semana do pico da pandemia, no fim de julho de 2020, a média de casos por dia foi de 1.498. Nessa quinta-feira (14), o índice atingiu 1.308 casos diários.

15/01/2021 15h19
Por: Redação Fonte: G1
Mato Grosso atingiu a maior média móvel de casos de Covid-19 desde o pico da pandemia — Foto: Reprodução
Mato Grosso atingiu a maior média móvel de casos de Covid-19 desde o pico da pandemia — Foto: Reprodução

Um relatório feito pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, aponta que o estado atingiu a maior média móvel de casos de Covid-19 na última semana, desde que o estado saiu do pico da pandemia. O levantamento mostra que, na semana do pico da pandemia, no fim de julho de 2020, a média de casos por dia foi de 1.498. Nessa quinta-feira (14), o índice atingiu 1.308 casos diários.

 

De acordo com o deputado, o monitoramento, feito desde o início da pandemia, aponta que após o pico, em julho, o estado teve uma desaceleração no número de pessoas infectadas, entre agosto e outubro. Essa redução foi interrompida em novembro, quando a curva epidêmica voltou a crescer.Um relatório feito pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, aponta que o estado atingiu a maior média móvel de casos de Covid-19 na última semana, desde que o estado saiu do pico da pandemia. O levantamento mostra que, na semana do pico da pandemia, no fim de julho de 2020, a média de casos por dia foi de 1.498. Nessa quinta-feira (14), o índice atingiu 1.308 casos diários.

 

De acordo com o deputado, o monitoramento, feito desde o início da pandemia, aponta que após o pico, em julho, o estado teve uma desaceleração no número de pessoas infectadas, entre agosto e outubro. Essa redução foi interrompida em novembro, quando a curva epidêmica voltou a crescer.

Após o dia 15 de novembro, a segunda onda de alto índice de casos começou antes que a primeira declinasse.

"Nós estamos com a curva epidêmica inclinada, com uma taxa de contágio aumentando, em aceleração. Mas ainda não estamos no pico. Ainda não é possível prever quando alcançaremos esse pico. O que da para prever é o colapso da estrutura de leitos de UTI a partir do avanço na taxa de ocupação e numero de casos", explica o parlamentar.

Segundo o deputado, o problema deve ficar ainda mais crítico em fevereiro.

 

"Estamos agora em uma fase de aceleração, que pode nos levar ao colapso em poucas semanas", ressalta.

 

Diante dos dados, o parlamentar explica que foram feitas algumas recomendações ao Poder Executivo.

 

"Primeiro, o governador precisa colocar a Covid-19 com prioridade na sua agenda de trabalho, porque o cenário é dramático. Também deve ser feita a suspensão das retomadas das aulas presenciais nas escolas, que está prevista para início de fevereiro, que é exatamente quando, de acordo com a previsão, teremos o colapso na saúde", afirma.

Lúdio diz também que os prefeitos e secretários de saúde que tomaram posse recentemente devem se reunir para estabelecer novas tomadas de decisão e que é preciso um reforço na estrutura hospitalar, com mais equipamentos, insumos e medicamentos.

 

"Por fim, é preciso preparar toda a logística para, assim que tiver vacina, iniciar o processo de imunização. É importante buscarmos outros caminhos, outras vacinas, outros fornecedores, para conseguir vacinar o maior número possível da população", diz.

Número de casos
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) notificou, até quinta-feira (14), 195.988 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 4.747 mortes em decorrência do coronavírus no estado.

Foram notificadas 1.875 novas confirmações de casos de coronavírus e 20 mortes nas últimas 24 horas.

Do total, 7.938 estão em isolamento domiciliar e 182.330 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 269 internações em UTIs públicas e 308 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 68,80% para UTIs adulto e em 35% para enfermarias adulto.

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