
A Justiça determinou que o policial militar, Rhael Jaime Gonçalves, de 26 anos, seja submetido a júri popular. A data, porém, ainda não foi marcada. A decisão é da juíza Daiane Marilyn Vaz, da Comarca de Brasnorte, a 580 km de Cuiabá. Ele é acusado de matar quatro pessoas dentro de uma boate, em 2017.
Lucas Rafael Fernandes, de 28 anos, também deve ser levado a julgamento. Ele é suspeito de participar dos crimes junto com Rhael.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Rhael chegou na casa noturna no dia 21 de junho de 2017 e atirou contra a dona o estabelecimento e outras três pessoas. Uma seria funcionária do local e as outras duas seriam clientes.
As vítimas foram Maria Auxiliadora dos Santos, de 42 anos, Marlene dos Santos Marques, de 40 anos, Bruno Feitosa Comin, de 22 anos, e Adilson Matias, de 46 anos.Três vítimas morreram no local. Outra foi socorrida, mas morreu logo depois.
Depois do crime, o policial teria ido para o Batalhão da PM, onde foi preso no dia seguinte.
Ainda segundo a polícia, o suspeito teve vários desentendimentos com a dona do estabelecimento. Inclusive, segundo a polícia, esse seria um dos motivos pelos quais ele estaria sendo transferido da cidade, na época.
Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), os crimes teriam sido motivados por vingança, pois o suspeito teria sido apontado como responsável por forjar um flagrante que teria resultado na prisão do filho da proprietária da boate.
Em depoimento, Rhael teria dito que havia sido diagnosticado com esquizofrenia. Além disso, alegou que foi forçado a confessar o crime, mas “não o fez”.
Rhael e Lucas vão a júri por homicídios qualificados, cometidos por motivo torpe e sem possibilidade de defesa para as vítimas.
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